Vamos lá. Você acorda, toma o típico café-da-manhã, veste aquela roupa ordinária e vai trabalhar. Descobre que uma rua mudou de mão e que, por isso, tem que desviar da tradicional rotina. Ao chegar a sua sala lembra que se esquecera de terminar um relatório chato, inclusive, relatório este que será apresentado daqui a 10 minutos para seu chefe, junto à diretoria.
Como alguém que se importa, você faz questão de terminar e ainda revisar o texto a tempo da reunião. Chega cheio de si, mais uma vez, acreditando na possibilidade de estreitamento profissional com a diretoria. Será que hoje serei reconhecido? Pensa. Mas o que ainda prevalece é ser somente alguém na obrigação de sua função. Sai da sala correndo para atender um cliente do outro lado da cidade. Esforço que não é compensado, pois o peixe grelhado é sem graça e sem sal e a conversa não leva ao fechamento do negócio.
Ao voltar, não repara nas cores da estação, nem nas crianças risonhas da rua. Não percebe que pode ser o último sinal vermelho da sua vida, não comemora a vaga fácil perto do trabalho. Não toma o sorvete que desejava na lanchonete da esquina e entra novamente em sua sala. Conversa com alguns colegas do trabalho e recebe a ligação da sua mãe, única pessoa que parece se preocupar com você.
Até aí tudo bem. Não pensava que seria minha última hora. Entre o céu e a terra parecia existir mistérios inimagináveis e a impressão de que havia algo reservado para mim. Nada disso. Exatamente às 14:06 morri. De que? Não sei, não me lembro. Só sei que foi assim. Um momento estava vivo, no outro senti um vazio tão grande, um silencio tão ensurdecedor que sabia estar neste estágio: do morto. Não saber o dia da minha morte me levou a viver esperando o dia em que seria alguém para aí sim morrer. Agora estou no nada. E como isso é eterno!
Legal hein Poli!!Continue postando e divulgando, o texto está bacana e muito bom de se ler...
ResponderExcluirQuem sabe em breve não veremos um livro seu sendo lançado mundialmente hein??
Torço por você!
Abraços e beijos,
De sua irmã que te ama, Priscila
Parabens Poli, Legal o Texto...Profundo!
ResponderExcluirVinícius Mayrink
Parabéns Poli ! Além de MBA , Office 2010 e ingles , voce ainda escreve !!!!!! E Bem!! :-) Amei o texto ...profundo... Suceso amiga ! Visitarei sempre..Bjks.
ResponderExcluirPoli, parece conto da Clarisse Lispector!!! Pra quem dizia que não era mt boa com o português, ficou ótimo! Não só a forma, mas principalmente o conteúdo! Vai em frente! Bjs!
ResponderExcluirobrigada pessoal! será um prazer dividir minhas ideias com vocês. Continuem acompanhando, cada semana será um texto!
ResponderExcluirPoli.. Maneirássoo... Curti!!!
ResponderExcluirigual o pessoal falou ali.. profundo.. me lembra clarisse..ahuhua.. só que, claro, num contexto pós-moderno!!! auhuhahua huahuahu
Bjs Poli!!!Qdo tiver um tempim, entra no msn pra gnt ver a parada do patrocinio.. dá certo.. huauha
Posso dar uma sugestão de tema? A passividade do brasileiro, de todos nós, no que diz respeito à política. Todo mundo reclama, mas não faz nada, e acha que não pode fazer nada, para mudar esses maus hábitos incrustados na política do país. Exemplo? Sarney reeleito para presidente do Senado. O que podemos fazer? Ir lá manifestar em Brasília? Talvez. Mandar uma carta ao presidente (como vc já fez)? Também. Mas cobrar dos candidatos que elegemos explicações, fiscalizá-los e exigir que fiscalizem os demais já é uma grande coisa. Se todos fizerem isso, as coisas começam a mudar.
ResponderExcluirsugestões aceitas! o jeitinho brasileiro e a nossa política dão um prato cheio... valeu!
ResponderExcluirnum contexto pós-moderno!
ResponderExcluirhuauhahua
Adorei!!! Muito bem feito e interessante... achei muito legal mesmo!! Ñ fazia ideia q vc escrevia tão bem Poli!!!
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